Com o tema: #ContaPraGente Estudante, o Observatório da Alimentação Escolar (ÓAÊ) desenvolveu uma campanha para coletar dados sobre a situação do direito à alimentação escolar de estudantes, antes e durante a pandemia Covid-19. A iniciativa analisou respostas de 900 estudantes maiores de 12 anos da rede educação básica pública de ensino dos 26 Estados do país e do Distrito Federal, que vivem em um total de 215 municípios.

Segundo o estudo, nos últimos 15 meses, 23% dos estudantes ouvidos pela pesquisa não receberam nenhum tipo de assistência alimentar do Programa Nacional de Alimentação Escolar (PNAE). Apenas 14% receberam cestas de alimentos ou cartões alimentação todos os meses, e 21% receberam assistência alimentar de suas escolas, apenas uma única vez desde o início da pandemia.

METODOLOGIA

A metodologia de coleta de dados foi baseada exclusivamente em formulários online, disponibilizados pela Plataforma SurveyMonkey. As respostas foram coletadas entre os dias 15 de junho a 25 de julho de 2021, sendo a divulgação feita a partir das redes sociais e grupos de whatsapp das organizações e movimentos que compõem o comitê gestor e ampliado do ÓAÊ.

PERFIL DOS ESTUDANTES

O olhar sobre o perfil dos/as estudantes que responderam à pesquisa revela o grau de diversidade regional, de gênero, idade e cor/raça atingido com a pesquisa. 

Mais da metade (54%) dos/as estudantes são da região nordeste, que vem seguida da região sudeste (31%). São em sua maioria mulheres (63%), sendo que 8 pessoas se identificam como não-binárias. Dentre os/as que responderam ao questionário, 66% se identificam como pretos/as ou pardos/as, porém apenas 2% são estudantes indígenas. 

A maioria dos/as respondentes (64%) têm entre 12 e 16 anos, sendo os/as demais, maiores de 16 anos. Do total de respondentes 42% estão entre o sexto e nono ano do ensino fundamental, enquanto que 58% estão entre o primeiro e terceiro ano do ensino médio.

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Um documento referencial para a promoção da saúde e da qualidade de vida da população brasileira, utilizado como parâmetro em outros países, que tem como objetivo promover o acesso da população a informações e recomendações sobre alimentação saudável com foco na redução de doenças crônicas e, consequentemente, na melhoria da saúde e qualidade de vida das pessoas.

Assim é considerado mundialmente por nutricionistas e especialistas da área o Guia Alimentar Para a População Brasileira, elaborado em 2014. O material é baseado em pesquisas e evidências científicas e traz um conjunto de recomendações para a promoção da alimentação saudável. É com base no Guia que os nutricionistas das escolas públicas, por exemplo, preparam um cardápio adequado e saudável para as nossas crianças.

Apesar deste reconhecimento, o Guia vem sendo ameaçado recorrentemente, sobretudo por razões, não outras plausíveis, senão mercadológicas e econômicas. Ataques e tentativas de descredibilizá-lo ocorreram desde o Ministério da Agricultura brasileiro, no ano passado, como por algumas indústrias de alimentos. O que vemos é um assalto sistemático em diversas esferas da sociedade e o motivo é simples: ao recomendar a redução do consumo de alimentos processados e ultraprocessados, o documento se opõe aos interesses do agronegócio e indústria de alimentos processados.

Muito além de determinadas empresas — conforme a matéria publicada em 1º de setembro pelo portal The Intercept, com base em relatório elaborado no ano de 2016 — muitas indústrias veem o Guia como um entrave à expansão de seus negócios que envolvam a produção e venda de alimentos ultraprocessados.

E é por esta razão que os Conselhos Regionais de Nutricionistas das 1ª, 2ª, 3ª, 4ª, 5ª, 6ª, 7ª, 8ª, 9ª e 10ª regiões unem-se neste manifesto: explicitar e reforçar o valor do Guia Alimentar.

Destaca-se que o Guia é um instrumento oficial norteador para ampliar as escolhas de alimentos adequados e saudáveis pela população ao reforçar que uma alimentação adequada e saudável precisa ser balanceada, devendo-se priorizar os alimentos in natura e minimamente processados e evitando-se os alimentos ultraprocessados (aqueles com excesso de sal, gordura e açúcar).

Devemos ressaltar também a importância da defesa do Guia Alimentar para a População Brasileira e do Guia Alimentar para crianças menores de 2 anos, de modo a subsidiar políticas públicas, programas e ações que visem incentivar, apoiar, proteger e promover a saúde e a segurança alimentar e nutricional da população brasileira, assim como a promoção e a proteção do Direito Humano à Alimentação Adequada.

O Guia Alimentar para a População Brasileira incentiva o consumo de preparações que usam ingredientes in natura ou minimamente processados e valoriza o resgate à alimentação tradicional do país, substituída gradativamente por alimentos processados e ultraprocessados. Essa estratégia se justifica pelo aumento da obesidade e das doenças crônicas não transmissíveis (DCNT) no país.

Ao recomendar a restrição ao consumo deste tipo de alimento, o Guia se opõe aos interesses do agronegócio e indústria de alimentos processados. Como estratégia, desqualificam ou tentam alterá-lo, “vendem” ultraprocessados como saudáveis ou solução para a vida moderna.

Valorize o Guia Alimentar.

Este ano, a Semana do Bebê de Salvador ocorrerá no período de 23 a 29 de agosto, com o tema “Primeira Infância: Desafios e potencialidades do desenvolvimento infantil saudável”, e programação que contemplará diversas temáticas relacionadas à vida das crianças pequenas e suas famílias, com ênfase em temas relacionados às crianças com deficiência e as doenças raras.

O Conselho Regional de Nutricionistas da 5ª Região (CRN-5) – Bahia e Sergipe também faz parte da programação. No próximo sábado (28), das 14:00 às 15:00, a nutricionista Luciana Labidel, conselheira do CRN-5, estará mediando um bate papo com as nutricionistas Silvia Rafaela e Laís Braz para falar sobre as experiências pessoais sobre amamentação.

A atividade será transmitida ao vivo pelo site oficial do evento, para acompanhar todas as transmissões e conferir a programação completa, acesse o site: www.semanadobebeemsalvador.com.br

SOBRE A SEMANA DO BEBÊ

Os primeiros 06 anos de idade são fundamentais para o desenvolvimento do ser humano ao longo de toda a vida. É no início de sua existência que todos os sistemas vitais organizam os alicerces de seu funcionamento atual e futuro. Esse conhecimento cientíſco nos indica a necessidade de investir cada vez mais em políticas públicas para garantir os direitos da primeira infância, se quisermos um mundo melhor para todos e todas.

O idealizador dessa iniciativa foi o professor e médico psiquiatra, Dr. Salvador Célia. Em Canela (Rio Grande do Sul), Dr. Salvador, junto com a Administração Municipal, criou a Semana do Bebê, e o Dia do Bebê, trazendo milhares de pessoas para valorizar, com muitas ações, o início da vida. Amplamente divulgados, esses eventos se transformaram em notícia estadual, nacional, internacional e foram acompanhados de eventos cientíſcos que reforçaram a importância dos primeiros seis anos.

Em 2010, o UNICEF sistematizou e divulgou a experiência da Semana do Bebê de Canela e hoje muitos municípios do Brasil e de outros países realizam anualmente a Semana do Bebê.

O Conselho Federal de Nutricionista (CFN) publicou a Resolução do Conselho Federal de Nutricionistas (CFN) número 698, de 11 de agosto de 2021. O texto trata sobre as atribuições do nutricionista quanto à orientação e supervisão dos estágios de graduação em Nutrição. Assim, a Resolução CFN nº 418/2008 fica revogada e a nova resolução entrará em vigor 90 dias após a data da sua publicação.

A Resolução CFN nº 698 tem como objetivo, promover a qualidade da formação dos futuros nutricionistas, levando em consideração que o estágio é um importante momento para o desenvolvimento de competências próprias da atividade profissional. O estágio pode ser obrigatório ou não obrigatório, conforme o disposto na Lei nº 11.788/2008 e deve ser contemplado no Projeto Pedagógico do Curso de Graduação em Nutrição.

A resolução também reforça que o nutricionista professor orientador de estágio deve estar regularmente inscrito no Conselho Regional de Nutricionistas (CRN) da jurisdição em que atua como docente, indicado como responsável pelo acompanhamento e pela avaliação de desempenho dos estagiários.

ATIVIDADES

Para realizar as atribuições de nutricionista professor orientador de estágio, o nutricionista deve desenvolver as seguintes atividades obrigatórias: participar da elaboração do plano de atividade dos estagiários, com o nutricionista supervisor e com o estagiário; participar da avaliação das condições da parte concedente à formação profissional e cultural do estagiário; prestar assistência técnica-pedagógica aos estagiários, considerando competências e habilidades a serem desenvolvidas na área em que se realiza a atividade de estágio e analisar problemas vivenciados na prática, discutindo soluções, condutas e estratégias, com base em referências atualizadas.

Vale destacar que é vedado ao nutricionista professor orientador realizar acompanhamento de estagiários em locais que não haja nutricionista supervisor de estágio e que, nutricionista supervisor de estágio, obrigatório ou não obrigatório, é o nutricionista regularmente inscrito no CRN da jurisdição em que atua.

Para realizar as atribuições de nutricionista supervisor de estágio, o profissional deve desenvolver as seguintes atividades: participar da elaboração do plano de atividades do estagiário, firmando-o em conjunto com o nutricionista professor orientador e com o estagiário; participar do processo de avaliação das condições da parte concedente do estágio ao plano de atividades do estagiário, visando a formação profissional e cultural; orientar e supervisionar as atividades do estagiário em seu ambiente de trabalho durante toda a duração do estágio e participar do processo avaliativo na formação do estagiário. A responsabilidade sobre as atividades práticas desenvolvidas pelo estagiário no local do estágio e pelos documentos técnicos é do nutricionista supervisor da parte concedente do estágio.

É dever do nutricionista, quando na função de supervisor do local e de professor orientador de estágios, orientar, esclarecer e informar aos estagiários, sobre a necessidade de conhecer os princípios e normas contidas no Código de Ética e de Conduta do Nutricionista e demais resoluções que norteiam o exercício profissional na respectiva área de realização do estágio. O descumprimento da Resolução CFN nº 698/2021 corresponde à infração de acordo com os artigos do Capítulo VI do anexo da Resolução CFN nº 599/2018, sujeitando o nutricionista às penalidades previstas nas normas do CFN.

FONTE: CFN

O departamento de Psicologia da Universidade Federal da Paraíba (UFPB/CNPq) está realizando a aplicação do Estudo II relacionado ao projeto “A saúde dos trabalhadores da saúde no contexto da pandemia da covid-19: prevenção e cuidado”. 

As entrevistas estão sendo realizadas pela equipe de Psicologia com trabalhadores da saúde do SUS, de qualquer categoria, com atuação no Nordeste no enfrentamento à pandemia. As entrevistas já foram concluídas em cinco estados da região, mas ainda buscam participantes nos estados de Alagoas, Bahia, Piauí e Sergipe.

A coleta de informações acontece através de entrevistas em profundidade, individuais e remotas, sobre condições de trabalho, saúde e segurança. Para participar, acesse o link a seguir e preencha o formulário: pesquisa.docs.google.com

A pesquisa é financiada pelo CNPq, Ministério da Saúde e Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovações.

O Sindicato dos Nutricionistas no Estado da Bahia (Sindnut/Ba) realizará, na noite desta sexta-feira (13), uma Assembleia Geral Extraordinária de forma virtual. Na pauta, está a discussão sobre a contraproposta da Convenção Coletiva de Trabalho do Sindicato das Santas Casas e Entidades Filantrópicas do Estado da Bahia (Sindifiba) 2021 – 2022.

A transmissão virtual acontece a partir das 19h30 em primeira convocação com quórum qualificado, e às 20h30 em segunda convocação com quórum simples dos presentes. Para participar da assembleia, basta acessar a plataforma do Google Meet através do link: https://meet.google.com/hss-afnb-wek, ou digitar o código a seguir: hss-afnb-wek na plataforma.

FONTE: Sindnut/Ba

A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) divulgou recentemente a primeira edição do documento de Perguntas e Respostas sobre a rotulagem nutricional dos alimentos embalados. O documento, elaborado pela Gerência-Geral de Alimentos (GGALI) da Agência, é um instrumento não regulatório, destinado a esclarecer dúvidas sobre a Resolução da Diretoria Colegiada (RDC) 429/2020, que dispõe sobre a rotulagem nutricional dos alimentos embalados, e sobre a Instrução Normativa (IN) 75/2020, que estabelece os requisitos técnicos para declaração da rotulagem nutricional nos alimentos embalados. 

As 156 perguntas que compõem o documento estão divididas em blocos de temas, que abordam: esclarecimentos sobre o processo de regulamentação da rotulagem nutricional no Brasil; âmbito de aplicação dos regulamentos; declaração dos nutrientes, das porções, medidas caseiras, bases de declaração e regras de legibilidade da tabela nutricional. Há também perguntas e respostas sobre os requisitos para declaração da rotulagem frontal e das alegações nutricionais, além dos prazos de adequação à RDC 429/2020 e à IN 75/2020. 

Para acessar o documento de Perguntas e Respostas sobre rotulagem nutricional dos alimentos embalados, clique aqui.

O mês de agosto é marcado pela intensificação das ações de promoção, proteção e apoio ao aleitamento materno, considerado alimento de ouro pela Organização Mundial de Saúde (OMS).  O Conselho Regional de Nutricionistas da 5ª Região (CRN-5) – Bahia e Sergipe lançou a campanha “Nutricionistas e a Amamentação“, com o objetivo de compartilhar as experiências de nutricionistas que já amamentaram ou estão amamentando. As postagens estão disponíveis nas redes sociais do órgão (Instagram e Facebook).

 SMAM 2021

A SMAM é uma campanha global para aumentar a conscientização e estimular ações relacionadas ao aleitamento materno. Ela é celebrada de 1 a 7 de agosto, em comemoração à Declaração de Innocenti de 1990, e começou em 1992 com temas anuais, incluindo sistemas de saúde, mulheres e trabalho, o Código Internacional de Comercialização de Substitutos do Leite Materno, apoio comunitário, ecologia, economia, ciência, educação e direitos humanos. Desde 2016, a SMAM está alinhada com os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS) – denominada de campanha SMAM-ODS.

A pasta de ação (Folder de Ação) de 2021 analisa desafios à proteção e apoio ao aleitamento materno em diferentes níveis: nacional, sistema de saúde, local de trabalho e comunidade. Também descreve soluções para os desafios em cada nível e inclui ações específicas que precisam ser tomadas para proteger e apoiar o aleitamento materno.

O Projeto Atualiza SISVAN lançou a pesquisa “Atualização da Vigilância Alimentar e Nutricional (VAN) sob a ótica dos profissionais envolvidos” com o objetivo de reunir as contribuições de quem faz e vive a VAN na prática. 

O projeto é fruto de uma parceria entre a Coordenação Geral de Alimentação e Nutrição, do Ministério da Saúde (CGAN/MS) e o Departamento de Nutrição, da Universidade Federal de Sergipe (DNUT/UFS), por meio da Organização Pan-Americana da Saúde (OPAS/OMS). 

A participação é voluntária e se dá por meio do preenchimento de um questionário totalmente on-line e anônimo:

Os links para a pesquisa:

Para PROFISSIONAIS da APS, clique aqui!

Para GESTORES da APS, clique aqui!

A Diretriz de Terapia Nutricional no Paciente com Doença Renal, previamente publicada em 2011, foi atualizada pela Sociedade Brasileira de Nutrição Parenteral e Enteral (BRASPEN). A atualização foi recentemente publicada no BRASPEN Journal (Volume 36 – Número 02 – Suplemento 02 – Diretrizes 2021).

Preparada por um grupo de especialistas de diferentes áreas, envolvendo a BRASPEN, a Associação Brasileira de Nutrição (ASBRAN) e a Sociedade Brasileira de Nefrologia (SBN), o objetivo é fornecer recomendações baseadas em evidências sobre o cuidado nutricional de pacientes com doença renal aguda e crônica. A atualização de recomendações foi guiada por diretrizes internacionais e nacionais, além de estudos atuais de relevância científica.

O material foi elaborado para apresentar respostas a questões específicas, como dúvidas sobre suplementação recomendada de micronutriente e manejo de eletrólitos em pacientes com IRA, instrumentos de diagnóstico de desnutrição específicos para pacientes com doença renal, proteínas e vegetais na dieta de pacientes com DRC, entre outras.

Cada resposta resultou em nível de evidência, utilizando o sistema Grading of Recommendations, Assessment, Development and Evaluation (GRADE) para uniformizar as recomendações. Nesse sistema, a avaliação da qualidade da evidência é realizada para cada desfecho analisado, com a utilização de conjunto disponível de evidência. A qualidade da evidência é classificada em quatro níveis: alto, moderado, baixo e muito baixo.

Clique aqui e confira o documento completo.

FONTE: ASBRAN

IMAGEM: CFN




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