Pesquisa da UNB aponta para baixa informação de consumidores em restaurantes

26/06/2016 - 09:06

De acordo com a nutricionista e pesquisadora da Universidade de Brasília (UnB), Raquel Botelho, 96% das pessoas não lavaram as mãos ao entrarem em restaurantes, além de cometerem outras práticas ruins, como falar, tossir e espirrar em cima dos alimentos no balcão. A constatação é o resultado de uma pesquisa feita em mais de dez restaurantes tipo self-service no Distrito Federal.

O resultado chamou a atenção dos membros da Comissão de Agricultura e Reforma Agrária (CRA), do Senado Federal, que participavam de uma audiência pública com o objetivo de instruir o relatório de três projetos de lei do Senado que tratam sobre o combate ao desperdício de alimentos.

Segundo a nutricionista, esse problema está relacionado à contaminação dos alimentos que são classificados como resto nos restaurantes, de acordo com a Instrução Normativa 10/2016 da Secretaria de Saúde do Distrito Federal. “Esses alimentos não podem ser doados porque estão contaminados. Esse arroz, esse feijão que foi colocado ali, você não sabe quanto tempo aquela cuba ficou ali exposta e o nosso consumidor precisa ser muito educado”, afirmou Raquel.

Nesse estudo das práticas inadequadas dos consumidores em restaurantes, Raquel informou que as pesquisadoras observaram cenas inusitadas como a pessoa colocar a mão dentro do feijão para pegar a colher que havia caído. “A gente tem um consumidor que não se preocupa (com a segurança alimentar)“, descreveu.

 

Profissionais de saúde

Em outro trabalho desenvolvido no Hospital Universitário de Brasília (HUB), a nutricionista Raquel Botelho relatou que tentaram fazer uma campanha de boas práticas no restaurante do hospital, devido ao surto da gripe H1N1. As nutricionistas do refeitório observaram que nem os profissionais da saúde lavavam as mãos antes de se servirem. Elas tentaram fazer uma campanha, mas a reação das pessoas foi negativa.

“A reação das pessoas foi negativa: ‘quem é você para dizer’, ‘estou sendo censurado’, ‘eu posso fazer o que eu quiser’. Então em todos os extratos, a gente tem problema de educação do consumidor”, afirmou.

 

Fonte: Agência Senado

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