Laudo afirma que 46 alunos de escola do RJ passaram mal devido a alimento manipulado inadequadamente

27/07/2015 - 03:07

Está confirmado. Os 46 alunos de uma escola municipal do Rio de Janeiro que passaram mal após ingerirem o lanche servido no estabelecimento, no dia 14 de julho, foram contaminados pelo alimento manipulado inadequadamente.

De acordo com a Secretaria Municipal de Educação do Rio, um laudo divulgado nesta segunda (27) pela Vigilância Sanitária não atestou para a presença de micro-organismos patogênicos, que poderiam provocar intoxicação. Foram coletadas de água na cozinha, nos bebedouros e numa casa próxima à escola.

Porém, as amostras de alimentos apresentaram coliformes totais e fecais, e a bactéria E.col, um indicativo de manipulação inadequada dos alimentos e refrigeração insuficiente.

Bahia

Na Bahia, as 1.369 escolas nos 417 municípios do estado têm apenas dois nutricionistas lotados na Secretaria de Educação do Estado (SEC) para cuidar da gestão do cardápio e manipulação do alimento servido nos estabelecimentos.

Para a presidente do CRN-5, a nutricionista Rita de Cássia Frumento, o caso no Rio foi mais um exemplo de que a presença do nutricionista no acompanhamento da refeição escolar é fundamental para a segurança alimentar nas escolas. “Nós não sabemos da realidade deste caso, não temos muitos detalhes. Mas, com certeza, se um nutricionista estivesse na gestão da alimentação escolar, muito provavelmente isso não teria acontecido”, disse.

Para doutora Rita, esse caso serve de alerta. “Para nós, aqui na Bahia, é bom sabermos do perigo que nossas crianças estão correndo. Felizmente lá no Rio ninguém teve maiores complicações, mas poderia ter acontecido uma tragédia. Temos mais 1.300 escolas na Bahia e apenas dois profissionais lotados na Secretaria de Educação para garantir a qualidade e segurança alimentar nas refeições desses meninos. O estado já se mostrou sensível ao caso, sabemos disso. Mas vamos continuar na luta para que seja aberto um concurso público para que essa demanda seja atendida”, afirmou.

Sanitária na unidade escolar, na recomposição de revestimento da cozinha e reparos em bebedouros. Ela também irá reforçar a capacitação e treinamento dos manipuladores de alimentos em todas as unidades da rede, numa ação conjunta com a Vigilância Sanitária. Foi aberta uma sindicância administrativa.

De acordo com a Secretaria, o trabalho de acondicionamento dos alimentos e o preparo das refeições oferecidas nas unidades escolares seguem as orientações passadas pelo Instituto de Nutrição Annes Dias, ligado à Vigilância Sanitária. “Todo este processo é fiscalizado periodicamente com objetivo de garantir a qualidade do serviço. Além disso, as unidades escolares contam com o Guia Alimentar, que informa e orienta sobre os cuidados com a produção da merenda, de acordo com o recomendado pela Organização Mundial da Saúde.”

Com a conclusão da análise dos alimentos e da água consumidos na unidade, a escola voltará ao funcionamento normal assim que o recesso escolar acabar, no início de agosto.

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