Na última-segunda (12), o Conselho Regional de Nutricionistas da 5ª Região (CRN-5) – Bahia e Sergipe – realizou uma live no perfil oficial do instagram com o tema “As Eleições do CFN e a representatividade do CRN-5”.

A transmissão foi mediada pela nutricionista Amanda Ornelas, presidente do órgão, e contou com a participação do nutricionista Jamacy Costa, professor da UFBA e ex-presidente do CRN-5, e da nutricionista Maria do Carmo Soares de Freitas, que foi presidente da Anba e professora da UFBA.

Durante a transmissão, a nutricionista Maria do Carmo realizou um discurso com reflexões sobre a eleição do plenário do CFN. As palavras ditas pela professora emocionaram o público e fizeram a categoria pedir o compartilhamento do texto. Atendendo as solicitações, Maria do Carmo, também conhecida como Carminha, autorizou a divulgação. Confira a seguir.

Reflexões sobre a eleição do plenário do CFN (2021-2024)

Sou nutricionista, professora e pesquisadora, e gostaria de opinar sobre a eleição de conselheiros efetivos e suplentes para o plenário do CFN triênio 2021/2024.

Em primeiro lugar, devo dizer o quanto admiro o esforço e a excelente qualidade do trabalho da diretoria do Conselho Regional de Nutricionistas da 5ª região, sob a presidência de Amanda Ornelas, minha ex-aluna, profissional competente e grande companheira, sempre ao lado da democracia.

Vale lembrar que no CFN e nos Conselhos Regionais há colegas extraordinárias, dedicadas, éticas e sensíveis aos temas da alimentação e nutrição, preocupadas com questões técnico-científico, as quais são inseparáveis das condições políticas, históricas e socioculturais da sociedade brasileira.

O CFN sempre trabalhou em conjunto com os Conselhos Regionais e com outras importantes entidades nacionais como a Associação Brasileira de Nutrição, Associação Brasileira de Educação em Nutrição, Federação Nacional de Nutricionistas, entre outras também importantes na atualização e atuação desse profissional.

Imagino a imensidão do trabalho das colegas, conselheiras e conselheiros. Imagino o esforço que tem sido valorizar a nutrição e a categoria, normatizando, orientando e fiscalizando o exercício da profissão em defesa da população brasileira, com informações necessárias sobre a ética no trabalho e outras questões nacionais em defesa de políticas públicas, sobretudo as que envolvem a Segurança Alimentar e Nutricional – SAN.

Cito como exemplo, entre tantos trabalhos do CFN, com outros parceiros, os Seminários sobre Educação Alimentar Nutricional e PAA (na modalidade Compra Institucional) que fortalecem a Agricultura Familiar. Estes seminários repercutem até hoje nas práticas de nutricionistas. Foram discussões e reflexões importantes sobre a necessidade de a (o) nutricionista protagonizar o estímulo para compra da agricultura familiar e compor o cardápio de hospitais e quartéis, penitenciárias, escolas e creches.

Fiquei profundamente impressionada em perceber, pela primeira vez, a nutricionista como protagonista a interferir positivamente na economia e no desenvolvimento rural ao apoiar a compra da agricultura familiar. Essa contribuição que parece mínima na dimensão quantitativa é parte do sustento cotidiano de milhões de famílias do campo e das cidades. Somos nós nutricionistas participando da história social trabalhando em políticas públicas contra a fome dessas famílias.

Nossa categoria é importantíssima no país, na defesa do meio ambiente, comida de qualidade, comida de verdade, direito humano à alimentação adequada; nossa categoria é importantíssima para o Programa Nacional de Alimentação Escolar – PNAE, a agroecologia, nas ações em favor da água contra os desertos alimentares e por uma alimentação livre de agrotóxicos. Somos profissionais de saúde e nutrição, por isso entendemos a importância da alimentação saudável para toda a população e nos posicionamos contra a produção da fome nesse país.

A eleição do CFN pode estar dentro da lei, mas não é justa, pois o processo implica em excluir uma representatividade efetiva. Ou seja, dos 10 conselhos regionais existentes, apenas 09 tem assento no plenário do CFN. A lei precisa mudar para contemplar todas as representatividades efetivas e consequentemente considerar todos e todas as nutricionistas do país. Em breve, haverá mais um conselho no nordeste brasileiro, logo teremos 11 conselhos regionais e novamente a lei só permitirá 9 representações no colegiado eleitoral. A lei precisa mudar para amparar todas as representatividades, efetivamente. Imagino como deve ser difícil mudar essa regra neste país. Mas, precisamos mudar como um exercício da democracia. Será ético excluir desta eleição a representatividade efetiva de um Conselho Regional sem um diálogo aberto e público?

É preciso ampliar o diálogo, superar conflitos internos, rever legislações e buscar a unidade de nossa categoria que vem sofrendo a precarização do trabalho de suas diversas formas, como a redução de concursos públicos, terceirização, pejotização por imposição, ao transformar o profissional em pessoa jurídica em lugar de oferecer salários dignos.

Nesse sentido, vamos manter nossa unidade, resolver os conflitos internos, compreender as diferenças. Abrir o debate é a indicação mais importante para este momento de disputa política entre conselheiros (as). Melhor seria, reverter este processo eleitoral e estabelecer condutas democráticas para escolhas das representações regionais com justificativas, esclarecimentos.

Agora, mais que nunca, necessitamos estar juntas (os) para olhar em direção aos grandes problemas do país, o povo brasileiro que sofre com o aumento da fome nesta pandemia de Covid-19 e ainda carece de políticas públicas eficazes, que atendam com dignidade esses sujeitos de direito.

Quantas (os) nutricionistas foram e ainda são vítimas da Covid-19? Quantas faleceram? Como vamos homenageá-las? Muitas estavam na linha de frente em seu trabalho nos serviços de alimentação e saúde.

Ao lado da extrema desigualdade social e histórica, do aumento considerável da violência urbana e rural ademais de tantos outros problemas sociais neste país, estamos diante da maior tragédia de Saúde Pública do mundo nesses últimos 100 anos; a Covid-19 mata e arrasa a vida, principalmente dos mais pobres.

Vimos, recentemente, no dia 8 de abril, o resultado do Inquérito sobre Insegurança alimentar no contexto da pandemia da Covid-19 no Brasil, proposto pela Rede Nacional de Pesquisa sobre Soberania e Segurança Alimentar – PNSSAN. Os resultados mostraram um aumento absurdo da fome. São 19 milhões de pessoas sem ter segurança de alimentar-se a cada dia.

Ao mesmo tempo estamos diante da extinção do CONSEA Nacional, da redução de recursos para políticas públicas, para pesquisa científica, educação, direitos sociais e um auxílio emergencial insuficiente para a existência humana. Esse mesmo governo federal desenvolve uma agressiva política negacionista da Covid19, levando o país ao caos sanitário jamais visto em nossa história.

Por isso, mais do que nunca, nós nutricionistas, necessitamos manter a unidade da categoria, ampliando o diálogo entre conselheiros (as) para que nossa profissão seja mais valorizada, respeitada e inserida nos grandes desafios nacionais como a luta contra a fome do povo brasileiro e a garantia da soberania alimentar.

(Texto apresentado no debate “Eleições do CFN e a representatividade do CRN-5” realizado pelo CRN5 em 12 de abril de 2021, às 19 horas e revisado pela autora em 13 de abril do mesmo ano).

Considerando as irregularidades na composição do Colégio Eleitoral, da ofensa aos princípios da publicidade e moralidade administrativa – contrariedade à lei de acesso à informação, e da obscuridade e contradições dos atos normativos eleitorais, O Conselho Regional de Nutricionistas da 5ª Região (CRN-5) – Bahia e Sergipe – protocolou impugnação ao processo eleitoral do Conselho Federal de Nutricionistas (CFN) para eleição de representantes para composição do Plenário no triênio 2021/2024.

Em 09 de fevereiro de 2021, o CFN publicou a Resolução nº 682/2021 que dispunha quanto à composição de vagas de conselheiros federais (efetivos e suplentes) com base no regulamento eleitoral e no art. 4º da Lei nº 6.583/78 que define 9 (nove) membros efetivos e mais nove suplentes para a composição do colegiado, sendo no mínimo 1 (um) e no máximo 2 (dois) candidatos inscritos na mesma jurisdição.

Atualmente o Sistema CFN/CRN tem 10 (dez) Conselhos Regionais, número superior ao de cadeiras no plenário. A referida resolução preencheria, então, a lacuna da definição dos critérios de escolha para a composição do Plenário, estabelecendo que as vagas seriam distribuídas entre os CRN em regime de rodízio.

No entanto, no dia 22 de fevereiro, a Resolução nº 682/2021, foi revogada após decisão do Plenário do CFN, por 5 votos a 4, sendo substituída pela Resolução nº 687/2021. Desta forma, volta-se a ausência de critérios para o rodízio das vagas do plenário, o que influencia na formação das chapas para concorrer às eleições de 2021.  

Desse modo, permanece em dúvida a real motivação para revogação de um ato normativo que disciplinaria a prática de alternância nos assentos de efetividade do CFN e que já existia há mais de uma década. Portanto, a revogação da Resolução 682/2021, serviu unicamente para excluir o CRN-5 da efetividade do assento junto ao CFN, sendo, uma “mordaça política por meio de instrumento legislativo” em desfavor deste Regional.

O Plenário do CFN aparentemente realizou uma opção política em excluir o CRN-5 da efetividade na ocupação de cadeira junto ao Plenário. Resta saber sob qual motivação, o que não podemos AINDA responder, tendo em vista que as atas e gravações nos foram negadas (o que já está sendo discutido judicialmente e será apresentado para a categoria tão logo tenhamos acesso).

Deste modo, surgem alguns questionamentos: os Nutricionistas não possuem o direito de saber o que foi discutido e embasou a mudança de uma prática de alternância já existente? Os profissionais dos estados da Bahia e Sergipe não têm o direito de saber como está sendo a condução do processo eleitoral do seu Federal? Por que após a formalização da alternância a Plenária voltou atrás? Por que dará prosseguimento a um processo eleitoral permeado de tantas obscuridades?

E mais: POR QUE O CRN-5, QUE REPRESENTA OS ESTADOS DA BAHIA E SERGIPE, POR TRÊS MANDATOS CONSECUTIVOS TERÁ QUE FICAR COM UMA CADEIRA A MENOS NA PLENÁRIA DO CFN?

Diante dos acontecimentos e ações realizadas pelo Conselho Federal até o momento, todos os argumentos de fato e de direito demonstram vícios no processo eleitoral que maculam sua legalidade, isonomia, transparência e moralidade, sendo assim,  merece urgente reparo.

O CRN-5 lamenta pela forma que as articulações e decisões estão sendo tomadas. Este órgão sempre prezou e preza por uma gestão transparente, pautada na ética e no respeito a importância que cada regional possui junto aos seus profissionais e a sociedade, sendo urgente termos uma igualdade na ocupação da vaga efetiva junto ao federal. Todos os profissionais desta jurisdição merecem respeito.

DOCUMENTOS DIVULGADOS SOBRE A IMUNIZAÇÃO:

JANEIRO DE 2021: Informe Técnico da Campanha Nacional de Vacinação contra a Covid-19

FEVEREIRO DE 2021: Plano Nacional de Operacionalização da Vacinação Contra a Covid-19.

JANEIRO DE 2021: Plano de vacinação contra a Covid-19 no Estado da Bahia 

JANEIRO DE 2021: Plano de vacinação contra a Covid-19 no Estado de Sergipe

GERÊNCIA SOBRE OS CRITÉRIOS ADOTADOS PARA VACINAÇÃO:

É atribuição exclusiva da autoridade sanitária municipal a definição de critérios para ordenação da vacinação contra a covid-19, com base no Plano Nacional e Estadual de Imunização. Isso inclui a classificação do público considerado prioritário, dos requisitos para inclusão nesse grupo, assim como a definição das datas e locais em que a imunização ocorrerá.

ENVIO DE OFÍCIOS :

O CRN-5 enviou ofícios para as secretarias de saúde dos estados da Bahia e Sergipe, além de municipios dos dois estados, solicitando o cumprimento no Plano Nacional de Imunização para Nutricionistas e TNDs, requerendo a garantia expressa da vacina para todos os profissionais. 

Alguns ofícios foram enviados após o recebimento de denúncias, através do canal criado pelo Conselho para acolher e orientar a categoria. E-mail disponível para os profissionais: comissaoespecial@crn5.org.br 

RETORNOS:

BAHIA/SESAB: Resposta enviada ao CRN-5

ARACAJU/SMS: Resposta enviada ao CRN-5

HISTÓRICO DA VACINAÇÃO EM SALVADOR:

No dia 09 de março,  o secretário municipal de saúde de Salvador, Leo Prates, divulgou nota em suas redes sociais comunicando que após reunião da Comissão Intergestores Bipartite da Bahia (CIB-BA), ficou definido o início da vacinação de 08 (oito) categorias de profissionais autônomos, quais sejam, médicos, fisioterapeutas, odontólogos, enfermeiros, técnico e auxiliar de saúde bucal, técnico e auxiliar de enfermagem, doulas e cuidadores. Fomos surpreendidos com a não menção dos Nutricionistas e Técnicos em Nutrição e Dietética (TND), que ficaram excluídos neste comunicado.

De imediato, o CRN-5 divulgou uma nota de repúdio às violações das prerrogativas dos Nutricionistas e TNDs, enquanto profissionais da saúde. Após uma mobilização realizada pelo Conselho e pela categoria, no dia 11 de março, o Centro de Operações e Emergência em Saúde Pública (COE) – Secretaria Municipal de Saúde de Salvador (SMS) solicitou a relação de profissionais inscritos e ativos, que residem e trabalham em Salvador. A lista solicitada foi encaminhada pelo CRN-5 conforme descrição da solicitação realizada pela secretaria. 

Após o envio desta relação, recebemos diversos questionamentos dos profissionais sobre os critérios de imunização e sobre o período de vacinação. Entramos em contato com o COE e foi informado que o setor está com a relação enviada pelo CRN-5, porém quem estabelece os critérios e período para vacinação é a Comissão Intergestores Bipartite da Bahia – CIB. Logo, enviamos e-mail e entramos em contato, via telefone, com a CIB para obter esclarecimentos sobre o assunto.  Em resposta ao e-mail enviado, no dia 30 de março, a CIB informou que a solicitação para inclusão dos profissionais na atual fase de vacinação depende da análise da área técnica, para a qual a solicitação foi direcionada.

O Conselho segue acompanhando a situação e realizando contatos com a  CIB para que a situação seja resolvida o mais breve possível. 

Seguiremos unidos trabalhando para garantir os direitos da categoria!

Esta nota vem esclarecer aos Nutricionistas, Técnicos de Nutrição e Dietética e a sociedade (Bahia e Sergipe) sobre a restrição da representatividade do Conselho Regional de Nutricionistas da 5ª Região (CRN-5) – Bahia e Sergipe – no processo eleitoral do Conselho Federal de Nutricionistas (CFN) que já está em curso este ano. Surge, portanto, da necessidade de transparência frente às repercussões oriundas do posicionamento que veio a público no último dia 25 de março de 2021, do nutricionista Dr. Jamacy Costa Souza, professor da Escola de Nutrição da Universidade Federal da Bahia (Enufba), ex-presidente do CRN-5.

O Conselho Federal de Nutricionistas (CFN) divulgou, no dia 17/02/2021, o Edital de Convocação da Eleição do Conselho Federal de Nutricionistas – Triênio 2021/2024, que descreve o processo de composição das vagas, conforme estabelecido no Decreto nº 84.444, de 30 janeiro de 1980.

Em 09 de fevereiro de 2021, o CFN publicou a Resolução nº 682/2021 que dispunha quanto à composição de vagas de conselheiros federais (efetivos e suplentes) com base no regulamento eleitoral e no art. 4º da Lei nº 6.583/78 que define 9 (nove) membros efetivos e mais nove suplentes para a composição do colegiado, sendo no mínimo 1 (um) e no máximo 2 (dois) candidatos inscritos na mesma jurisdição.

Atualmente o Sistema CFN/CRN tem 10 (dez) Conselhos Regionais, número superior ao de cadeiras no plenário. A referida resolução preencheria, então, a lacuna da definição dos critérios de escolha para a composição do Plenário, estabelecendo que as vagas seriam distribuídas entre os CRN em regime de rodízio. O documento ainda estabelecia que os Regionais que já tivessem cedido a cadeira anteriormente não participariam do rodízio nas eleições de 2021.

Os critérios para a composição do plenário eram: o número de profissionais registrados em cada CRN; a representatividade territorial – com base na quantidade de estados cujo respectivo Conselho Regional tivesse jurisdição e; a antiguidade – referente a data de criação do Conselho Regional.

Diante destas regras e considerando o fato de que o CRN-5 já cedeu sua vaga por 2 (duas) vezes ao CRN-10 (Santa Catarina) nas gestões do Conselho Federal de 2012 – 2015 e 2015 – 2018, o CRN-5 estaria com suas vagas de titular e suplente preservadas na composição do próximo plenário do CFN.

No entanto, no dia 22 de fevereiro, a Resolução nº 682/2021, foi revogada após decisão do Plenário do CFN, por 5 votos a 4, sendo substituída pela Resolução nº 687/2021. Desta forma, volta-se a ausência de critérios para o rodízio das vagas do plenário, o que influencia na formação das chapas para concorrer as eleições/2021. 

Assim, vale destacar que:

Não é a primeira vez que o CFN publica uma resolução no ano do processo eleitoral para disciplinar situações. Um exemplo disso foi o que ocorreu no ano de eleição de 2018 com a publicação da Resolução CFN nº 598, de fevereiro de 2018, que criou os colaboradores federais considerando o Regulamento Eleitoral do Conselho Federal de Nutricionistas. Esta resolução foi estabelecida após criação do CRN-10 e permite aos colaboradores federais a participação das Sessões Plenárias do CFN com direito a voz e quando convocados e, mediante designação, sua atuação nas comissões permanentes, especiais e transitórias, nos grupos de trabalho e nas câmaras técnicas.

Deste modo, surgem alguns questionamentos: Por que, quando é oportuno, o CFN publica resolução para organizar o processo eleitoral? Por que a resolução que regulamenta uma alternância de cadeiras (que já existe na prática há mais de uma década) foi  publicada e em seguida revogada? De onde e por que surgiu esta pressão para revogar a resolução?

Uma das chapas propostas é formada por 6 (seis) recentes presidentes dos Conselhos Regionais (CRN1 – DF/MT/GO/TO, CRN2 – RS, CRN4 – RJ/ES, CRN7 – AC/AM/AP/PA/RO/RR, CRN8 – PR e CRN10 – SC)  que se afastaram de suas respectivas funções por conta das eleições. Tal chapa decidiu que a formação do plenário deve excluir a titularidade do CRN-5, sem em qualquer momento propor um diálogo com este Regional sobre a distribuição das vagas titulares e suplentes, uma vez que o CFN não cumpriu, até então, seu papel de normatizar este ato. Fato este que não ocorreria se a Resolução CFN nº 682/2021 não tivesse sido revogada.

Diante das informações apresentadas, surgem mais alguns questionamentos: Qual a justificativa que levou o Plenário do CFN a revogar a referida resolução? O que levou a chapa a excluir a vaga do CRN-5?

Cabe ainda destacar que a chapa formada é composta por 03 (três) representantes efetivos da região Sul. No entanto, a soma de todos os profissionais inscritos nesta região está bem abaixo da soma dos profissionais inscritos na região nordeste. O número de profissionais inscritos na Bahia e Sergipe, por exemplo, corresponde aproximadamente a 70% do número total de profissionais da região sul (conforme dados de dezembro de 2020). Desta maneira, a jurisdição dos estados Bahia e Sergipe da Região Nordeste do país ficou mais uma vez excluída e com apenas 1 (um) representante sendo este suplente, o que diminui, consideravelmente, a representação do nordeste com poder de voto nas tomadas de decisão do plenário em prol da categoria e da sociedade.

Neste contexto, pergunta-se: A alternativa seria ter a inscrição de outras chapas para concorrer às eleições do CFN? Não, pois o decreto determina que os delegados eleitos por assembleia, nos respectivos Regionais, votem. Tais assembleias comumente acontecem no plenário de cada Regional. Isso significa dizer que, na prática, o delegado eleito vota na chapa em que o regional tiver orientado, ou seja, na articulada entre os Conselhos Regionais. Por esta razão, uma segunda chapa concorrente não tem quase nenhuma probabilidade de ganhar as eleições do CFN.

Não obstante a tudo isso, torna-se fundamental informar aos nutricionistas e a sociedade que foi negada ao CRN-5, a ata (documento público) e gravação da plenária do CFN que decidiu pela revogação da resolução. Dessa mesma forma, solicitamos formalmente ao CFN informações sobre a composição das chapas e o órgão omitiu as informações. Neste caso, fica mais uma interrogação: está o plenário do CFN sob influência política da chapa que muito provavelmente irá ganhar as eleições se nada for feito?

O CRN-5 lamenta pela forma que as articulações e decisões estão sendo tomadas. Este órgão sempre historicamente prezou e preza por uma gestão transparente, pautada na ética e regras morais. Assim como sempre respeitou e pensou no bem do Sistema e dos outros Regionais. Esperamos que este órgão não seja secundarizado. O CRN-5, um dos regionais mais antigos do sistema, e todos os profissionais desta jurisdição, com aproximadamente 17.917 profissionais nutricionistas e TNDs, merecem respeito por tudo que já foi construído ao longo destes 43 anos.

Colegiado do CRN-5

Na última quinta-feira (25), o plenário do STF julgou constitucional a lei 13.582/16, de autoria do deputado estadual baiano Fabrício Falcão (PCdoB/BA), que proíbe a publicidade dirigida a crianças, de alimentos e bebidas pobres em nutrientes e com alto teor de açúcar, em sala de aula e em determinados horários no rádio e na TV.

Em 2015, o parlamentar recebeu o Conselho Regional de Nutricionistas da 5ª Região (CRN-5) – Bahia e Sergipe – para discutir questões ligadas a bandeiras defendidas pela categoria. Na época, ele promoveu uma sessão especial na Assembleia Legislativa da Bahia (Alba) para homenagear a categoria no dia 31 de agosto e, na oportunidade, anunciou a inclusão do PLE na pauta e pediu apoio ao CRN-5, então presidido pela nutricionista Rita Frumento.

Com a decisão do STF criou-se a jurisprudência sobre a matéria, que agora pode ser aplicada em outros estados da federação. O relator do processo, ministro Edson Fachin, baseou a decisão em resolução da Organização Mundial da Saúde (OMS) que sugere aos países que adotem uma série de medidas em relação à regulação da publicidade de alimentos ricos em gorduras e açúcar. 

Para Fachin, o legislador estadual atuou de forma legítima ao editar a lei. Ele observou que a União, os estados e os municípios têm competência para legislar sobre defesa da saúde e proteção à infância, o que permite aos demais entes federados aprovar legislação complementar para preencher eventuais lacunas em matérias reguladas por lei federal.

Na próxima terça-feira (23), o Conselho Regional de Nutricionistas da 5ª Região (CRN-5) – Bahia e Sergipe – realizará mais uma edição do CRN-5 DIGITAL. No encontro deste mês vamos discutir sobre “A importância do Nutricionista na Gestão de Políticas Públicas de Alimentação e Nutrição no SUS”. Profissionais nutricionistas, TND’s e estudantes de Nutrição já podem realizar a inscrição através do link: https://bit.ly/3s88MOu . A transmissão acontece a partir das 19h e o link de acesso à sala virtual será encaminhado para os e-mails dos inscritos no dia da palestra.

SOBRE AS PALESTRANTES

NUT. Kênya Lima

Nutricionista da equipe de gestão da Atenção Primária à Saúde da Secretaria Municipal de Saúde de Salvador (SMS); Mestre em Saúde, Ambiente e Trabalho (PPGSAT/UFBA) e doutora em Alimento, Nutrição e Saúde (PPGANS/UFBA).

NUT. Teresa Cristina 

Especialista em saúde pública com habilitação para Sanitarista pela UESC (Universidade Estadual de Santa Cruz), e especialista em Gestão de Políticas Públicas de Alimentação e Nutrição, pela Fiocruz. Atuou 17 anos na Gestão de Políticas Públicas de Alimentação e Nutrição a nível estadual no âmbito Regional de Saúde. Atualmente, atua a nível municipal na Gestão dos Programas Estratégicos de Alimentação e Nutrição. 

NUT. Claudia Montal

Atualmente é nutricionista da Secretaria da Saúde do Estado da Bahia e da Secretaria Municipal de Saúde de Salvador. Membro da Rede Internacional em Defesa do Direito de Amamentar – International Baby Food Action Network (REDE IBFAN). Conselheira do poder público (SES-BA) no Conselho Estadual de Segurança Alimentar e Nutricional da Bahia.

NUT. Silvia Valença

Mestre em Ciência da Nutrição e pesquisadora da Universidade Federal de Sergipe  (UFS) que está atualizando as orientações para coleta de dados de alimentação e nutrição da população brasileira atendida na Atenção Primária do SUS. Pós-Graduanda em Comportamento Alimentar – IPGS.

Evento Gratuito!

Na noite da última quinta-feira (11), o Conselho Regional de Nutricionistas da 5ª Região (CRN-5) participou da aula inaugural dos cursos de Nutrição da Universidade Tiradentes (Unit), em Sergipe. O Conselho foi representado pela nutricionista Amanda Ornelas, presidente do órgão.

O encontro aconteceu de forma virtual e teve o objetivo de atualizar os discentes, principalmente os calouros, nutricionistas e docentes sobre temas relacionados à formação e atuação profissional. Durante a apresentação, a presidente destacou os desafios do nutricionista no período de pandemia.

A Comissão de Formação Profissional (CFP) do Conselho Regional de Nutricionistas da 5ª Região (CRN-5) – Bahia e Sergipe – decidiu prorrogar o prazo de inscrição dos eventos cientificos do órgão. Agora, as inscrições nos prêmios Angeolina Rossi e Silvina Aquino vão até o dia 15 de abril. 

Confira as novas datas:

Angeolina Rossi

Silvina Aquino

Os eventos científicos tem o objetivo de incentivar os profissionais e os estudantes dos cursos de graduação e pós-graduação em Nutrição a desenvolverem pesquisas, documentarem seus trabalhos, contribuindo assim para a atividade profissional e sociedade.

Acesse o link e saiba mais: eventoscientificos.crn5.org.br

Em janeiro de 2021, o Conselho Federal de Nutricionistas (CFN) publicou no Diário Oficial da União (D.O.U) três novas resoluções. E essas Resoluções CFN nº 679, 680 e 681 normatizam o uso das Práticas Integrativas e Complementares em Saúde (PICS), da Fitoterapia e da Acupuntura, respectivamente. Agora, os nutricionistas podem fazer uso de 22 práticas integrativas, seguindo os critérios estabelecidos em cada resolução.

As PICS são práticas de saúde baseadas no modelo de atenção humanizada e centrada na integralidade do indivíduo, que buscam estimular os mecanismos naturais de prevenção de agravos, promoção e recuperação da saúde por meio de tecnologias eficazes e seguras, com ênfase na escuta acolhedora, no desenvolvimento do vínculo terapêutico e na integração do ser humano com o meio ambiente e a sociedade.

Com o objetivo de coletar as principais dúvidas dos profissionais Nutricionistas sobre as referidas resoluções, o Conselho realizou um questionário sobre o assunto. As respostas do público contribuirão para que o Sistema CFN/CRN elabore materiais orientativos e estratégias para sanar as dúvidas e compartilhar informações para a categoria.

CLIQUE AQUI E PARTICIPE DA PESQUISA!

Com o objetivo de realizar o planejamento da vacinação contra COVID-19 no município de Salvador, o Centro de Operações e Emergência em Saúde Pública (COE) – Secretaria Municipal de Saúde de Salvador (SMS) –  solicitou ao Conselho Regional de Nutricionistas da 5ª Região (CRN-5) – Bahia e Sergipe – a relação de profissionais inscritos e ativos, que residem e trabalham em Salvador. A lista solicitada foi encaminhada nesta quinta-feira (11), conforme descrição da solicitação realizada pela secretaria. 

A solicitação foi realizada na terça-feira (10), após uma movimentação realizada pelo Conselho e pelos profissionais Nutricionistas e Técnicos em Nutrição e Dietética (TNDs). As ações foram realizadas após declaração do secretário municipal de saúde de Salvador, Leo Prates, sobre o início da vacinação de 08 (oito) categorias de profissionais autônomos, na qual os profissionais da Nutrição mencionados ficaram excluídos.

O Conselho publicou uma nota de repúdio sobre a decisão e enviou ofício à Secretaria de Saúde do Estado da Bahia e à Secretaria Municipal de Saúde de Salvador (SMS), reiterando a importância de Nutricionistas e TNDs autônomos e solicitando providências urgentes para inclusão dos mesmos nesta nova fase da vacinação. 

Agradecemos a SMS pela rápida atenção dispensada, e reforçamos nosso compromisso de uma atuação séria e eficaz perante os profissionais e a sociedade. O CRN-5 seguirá acompanhando a situação.

Parabenizamos a todos os profissionais Nutricionistas e TNDs por terem se unido ao CRN-5 neste pleito. Unidos somos mais fortes!




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