11 de janeiro é o Dia do Controle da Poluição por Agrotóxicos

10/01/2014 - 11:01

11 de janeiro é o Dia do Controle da Poluição por Agrotóxicos. 2014 foi escolhido pela Organização das Nações Unidas para Alimentação e Agricultura (FAO) o “Ano Internacional da Agricultura Familiar (AIAF)”. Agricultores familiares geralmente não usam agrotóxicos, embora haja exceções. Também por isso, a escolha do tema para marcar o Dia Mundial da Alimentação 2014 tem sido aplaudida pela comunidade preocupada com os riscos dos agrotóxicos para a saúde e para o meio ambiente.

“Segundo os dados apresentados no documentário ‘O Veneno está na Mesa’, em um ano ingerimos cerca de 5 litros de resíduos de agrotóxicos. Pesquisas mais recentes apontam que esta quantidade aumentou para 7 litros per capita anual, o que representa um grande risco à saúde”, disse a presidente do Conselho Regional de Nutricionistas da 5ª Região (Bahia e Sergipe), Valquíria Agatte, que também é conselheira do Conselho de http://stillbirthalliance.org/buy-viagra-today Segurança Alimentar e Nutricional do Estado da Bahia (CONSEA-BA).

As atividades em comemoração ao AIAF serão lançadas neste mês de janeiro pelo comitê brasileiro, composto por 32 entidades da sociedade civil e 18 órgãos de governo, dentre eles o Ministério do Desenvolvimento Agrário (MDA). A programação vai incluir atividades que ampliam a visibilidade da agricultura familiar e sua importância econômica, contribuindo para o aperfeiçoamento das políticas públicas.

“Valorizamos todas essas iniciativas e, como Nutricionistas, pretendemos participar deste processo ao longo deste ano. Inclusive porque o tema da campanha anual dos Conselhos Federal e Regionais em 2014 está relacionado à Segurança Alimentar e Nutricional, a qual está totalmente relacionada à defesa da Agricultura Familiar e à luta contra o uso excessivo de agrotóxicos”, antecipou Valquíria Agatte.

O objetivo da FAO, ao definir o tema, foi reforçar o papel da agricultura familiar na erradicação da fome e na produção sustentável. Tanto em países desenvolvidos como em desenvolvimento, essa forma de produção é dominante na agricultura. Especialistas estimam que haja mais de 500 milhões de áreas de agricultura familiar no mundo, incluindo agricultores de pequena e média escalas, camponeses, povos indígenas, pescadores e criadores. Pelo menos 70% da população com insegurança alimentar vivem em zonas rurais da África, da Ásia, da América Latina e do Oriente Próximo.

Inserção do Nutricionista

Nutricionistas de diferentes áreas de atuação relacionam-se direta ou indiretamente com a oferta e o consumo de produtos da Agricultura Familiar (AF). Aqueles que atuam no Programa Nacional de Alimentar Escolar (PNAE) certamente estimulam a produção e o desenvolvimento da AF, sobretudo devido à obrigatoriedade de que pelo menos 30% dos gêneros alimentícios utilizados no PNAE tenham origem neste tipo de Agricultura.

 

Segundo a Nutricionista Amélia Reis, para estimular o desenvolvimento da Agricultura Familiar com mais efetividade em sua rotina profissional, os Nutricionistas, assim como outros gestores que se relacionam com a AF, “precisam questionar-se e questionar aos seus pares: quais as vantagens em adquirir produtos da AF para o agricultor e sua família? E para o consumidor final? E para a economia local? E para redução do êxodo rural e posterior inchaço nas grandes cidades?”. Além disso, é preciso “mapear quais as produções já existentes; se existe potencial para outras; como estão articulados os agricultores; se eles possuem assistência técnica e, em caso negativo, como orientá-los para que isso ocorra”, complementa Reis.

As normas do PNAE, desde 2009, apontam para a obrigatoriedade do Nutricionista planejar os cardápios do PNAE com base no que pode ser oferecido pelos agricultores familiares locais. Para Amélia Reis, essa aquisição é positiva para todos os envolvidos. “É bom para o escolar porque, teoricamente, terá acesso a alimentos referenciados sócio-culturalmente e mais saudáveis pelo menor teor de agrotóxicos utilizados na produção. Bom para o agricultor familiar, que garante a aquisição de recursos oriundos de seu trabalho, tendendo a reduzir o êxodo rural e consequentes problemas de ordem social. Bom para a economia e comércio locais, que se fortalecem, fazendo girar recursos dentro do próprio município/território”.

“Vale destacar que os Nutricionistas têm incentivado o consumo de alimentos orgânicos pela população, a fim de minimizar o uso de produtos químicos que sejam conhecidos causadores de males à saúde, ao meio ambiente e de formas de trabalho desrespeitosas”, declarou Amélia Reis, que é mestranda em Alimentos, Nutrição e Saúde pela Universidade Federal da Bahia (UFBA) e que desde 2007 trabalha com a temática do PNAE, tendo experiência como RT do Programa em município baiano e como assessora técnica do CECANE-UFBA.

 

O que é Agricultura Familiar?

A agricultura familiar assume diversas formas por todo o mundo, mas em geral inclui todas as atividades agrícolas de base familiar ligadas a diversas áreas do desenvolvimento rural, consistindo num meio de organização das produções agrícola, florestal, pesqueira, pastoril e aquícola, geridas e operadas por mão de obra familiar. A atividade possui um peso enorme no setor de produção de alimentos, tanto nos países desenvolvidos como naqueles em desenvolvimento. Na prática, a agricultura familiar é condicionada por fatores naturais (agroecologia e geografia dos territórios), mas também por fatores sociais e humanos: ambiente político; acesso aos mercados; acesso a recursos naturais essenciais como a terra e água; acesso à tecnologia e a serviços de extensão; acesso ao financiamento e ao conhecimento especializado, etc.

A Agricultura Familiar e os pequenos agricultores estão vinculados à segurança alimentar mundial. Ela preserva os alimentos tradicionais, contribuindo para uma alimentação equilibrada, para a conservação da biodiversidade agrícola e o uso sustentável dos recursos naturais. “Com o desenvolvimento da AF, podemos revitalizar e dinamizar as economias locais, especialmente quando combinada com políticas específicas destinadas a promover a proteção social e o bem-estar das comunidades”, comentou a presidente do CRN-5 e conselheira do CONSEA-BA, Valquiria Agatte.

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